ROI de projeto de tecnologia: como calcular isso de verdade
Fórmulas prontas de retorno sobre investimento costumam esconder metade dos custos e metade dos ganhos — veja o que considerar.
Calcular o retorno de um projeto de tecnologia costuma ser reduzido a uma conta simples: quanto custou menos quanto economizou. Na prática, essa conta ignora boa parte do que realmente importa na decisão.
Do lado do custo, além do valor pago ao fornecedor, entra o tempo da equipe interna durante o projeto, o custo de manutenção depois do lançamento e, muitas vezes, uma queda temporária de produtividade enquanto todo mundo aprende a usar a ferramenta nova. Esses custos são reais mesmo quando não aparecem numa nota fiscal.
Do lado do ganho, vale olhar além da economia direta de tempo ou pessoal. Um sistema pode gerar valor reduzindo erro, melhorando a experiência do cliente ou permitindo que a empresa atenda mais gente sem contratar na mesma proporção — ganhos que não aparecem numa planilha simples, mas que afetam o resultado do negócio.
Uma forma mais honesta de calcular ROI é definir, antes do projeto começar, dois ou três números que vão ser medidos depois — tempo de atendimento, taxa de erro, custo por transação — e comparar esses números num período fixo, como seis meses após o lançamento. Isso transforma o ROI de uma estimativa feita na pressa de aprovar o projeto em um número real, medido depois que o sistema está em uso.
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Além do prazo e do orçamento, esses sinais ajudam a enxergar se o projeto vai entregar valor de verdade.
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