Como escrever boas instruções para um agente de IA não sair do script

A diferença entre um agente de IA que funciona bem e um que inventa coisa está, na maior parte das vezes, nas instruções que ele recebeu. Veja o que entra numa boa instrução.

Quase todo problema que a empresa atribui a "a IA é ruim" na verdade é instrução mal escrita. O modelo por trás do agente é o mesmo pra todo mundo — o que muda o resultado é o conjunto de instruções que ele recebeu.

O que precisa estar na instrução

Três coisas fazem a maior diferença: o que o agente pode prometer (prazo, preço, condição), o que ele nunca deve fazer sem confirmação humana (cancelar, dar desconto fora da política) e o tom que ele deve manter mesmo sob pressão do cliente. Instrução vaga tipo "seja útil e simpático" não dá pro modelo nenhum limite real — ele vai improvisar, e improviso em atendimento vira promessa que a empresa não consegue cumprir.

Teste antes de colocar no ar

Rode a instrução contra perguntas difíceis de propósito: pedido de desconto absurdo, reclamação grosseira, pergunta ambígua. Se o agente escapa do script nessas situações, a instrução tem buraco. Esse ajuste fino, feito antes do lançamento, evita boa parte dos problemas que só apareceriam com cliente real na conversa.

Fabricio RezendeFundador da GlobalSix

Mais de 20 anos em tecnologia, liderando projetos de sistemas sob medida, automação e inteligência artificial para empresas e o setor público.

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