Migração de sistema legado: como fazer sem parar o negócio

Migrar para um sistema novo não precisa ser um salto no vazio. Veja como a migração em paralelo e a validação de dados reduzem o risco da troca.

Trocar de sistema é, para muitas empresas, mais assustador do que continuar usando um sistema ruim. O medo é razoável: o sistema antigo, mesmo tendo problemas, "funciona" — e migrar para algo novo expõe o negócio ao risco de parar.

A boa notícia é que migração não precisa ser um salto no vazio. O caminho mais seguro é a migração em paralelo: o sistema novo entra em operação junto com o antigo, processando os mesmos dados ou os mesmos processos por um período, até que a equipe confirme que os resultados coincidem. Só depois disso o sistema antigo é desligado.

Outro ponto crítico é a migração de dados — histórico de clientes, pedidos, financeiro. Dados mal migrados são o motivo mais comum de desconfiança no sistema novo, porque a equipe passa a achar que "o novo sistema está errado" quando, na verdade, o problema foi na transferência. Validar amostras de dados antes e depois da migração, com alguém que conhece o negócio, evita esse tipo de desconfiança.

Antes de migrar

Mapeie tudo que depende do sistema atual — outras ferramentas integradas, relatórios usados pela diretoria, hábitos da equipe. Um sistema novo tecnicamente superior que ignora esses pontos de dependência pode gerar mais caos do que a modernização que deveria trazer.

Fabricio RezendeFundador da GlobalSix

Mais de 20 anos em tecnologia, liderando projetos de sistemas sob medida, automação e inteligência artificial para empresas e o setor público.

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