Escopo fechado ou ágil: qual modelo de contrato faz sentido pro seu projeto

A escolha do modelo de contratação muda o risco, o ritmo e até a qualidade final de um projeto de tecnologia.

Uma das decisões menos discutidas num projeto de tecnologia é o modelo de contrato — e ela afeta o projeto quase tanto quanto a escolha do fornecedor. Os dois modelos mais comuns são escopo fechado, com preço e entrega definidos antes de começar, e modelo ágil, com equipe contratada por período e escopo ajustado ao longo do caminho.

Escopo fechado funciona bem quando o problema já está claro e bem entendido, porque dá previsibilidade de custo e prazo. O risco é que qualquer coisa não prevista no contrato original tende a gerar negociação de aditivo, o que pode travar o projeto justamente quando surge uma informação nova importante.

Modelo ágil funciona melhor quando o problema ainda está sendo entendido ou tende a mudar — produtos novos, mercados novos, processos que a própria empresa ainda está desenhando. A flexibilidade tem um custo: exige que alguém do lado da empresa acompanhe de perto e priorize continuamente, porque não existe uma lista fixa de entregas pra cobrar no final.

Na prática, muitos projetos se beneficiam de um modelo misto: fechar escopo pras partes já bem entendidas do problema e deixar modelo ágil pras partes que ainda têm incerteza real. Escolher o contrato certo é também uma forma de gerenciar risco, não só de definir preço.

Fabricio RezendeFundador da GlobalSix

Mais de 20 anos em tecnologia, liderando projetos de sistemas sob medida, automação e inteligência artificial para empresas e o setor público.

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